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Uma imagem que representa o rap

September 10, 2017

 

 

 

O meu interesse pelo rap surgiu na adolescência. Mesmo com pouco acesso a cultura hip hop de forma direta, por praticamente inexistir em Mossoró na época, eu sempre escutava as canções politizadas de vários manos, sobretudo o rapper GOG (um dos teóricos mais fundamentais na minha formação). Foi o pontapé inicial para aumentar o interesse pela política ainda adolescente. Sempre diziam que ia acordar e parar de sonhos, que não adiantava muito essa visão política.
 

Eu sequer podia votar na época, mas convencia várias pessoas a votarem no PSTU (ainda não existia o PSOL). Hoje, eu vejo vários rappers mergulhados em egotrips, escravos da estética musical (no sentido de disparar um monte de palavras sem qualquer sentido) e disputas com outros rappers. No campo político, o que vejo é a ascensão de fascistas, apoiados por muitos que até ontem eram desinteressados em política.


Essa imagem, registrada neste sábado (9), representa justamente o contrário do que a sociedade está andando, inclusive o rap. É a utopia viva! Trata-se de uma ação que sempre incentivo para que seja feita quando participo de eventos de rap: unir todos os mc´s no final e cantarmos juntos. Aqueles que fazem freestyle manda uns improvisos, já os que não fazem, mandam outras letras.


Essa imagem foi feita no lugar mais simples, entre os que me apresentei. Trata-se do bairro Jamaica, no Seixal, Margem Sul de Lisboa. O calor humano é sentido na recepção das pessoas com as nossas mensagens. Sim, adoro cantar em Coimbra, é a minha casa no rap. Mas estamos em uma cidade de estudantes, onde vivemos em um ciclo mais fechado e, de certa forma, caímos no elitismo do discurso.


Falar no olho a olho com o povo na zona periférica de outra cidade e ver que eles sentiram as energias das nossas palavras, sem sequer terem me visto anteriormente, me dar uma sensação de que esse é o caminho para trilharmos. Um rap é capaz de traduzir mensagens políticas, para quem realmente precisa, do que trabalhos que ficam escondidos na biblioteca. A minha música “Resgates”, que em breve será lançada oficialmente, inclusive teve o refrão cantado por pessoas de várias idades.


Neste sábado foi eu, a minha mana Samantha Muleca, o Mestry Borges e G Fema, que nos unimos para uma apresentação final. A união continua com a minha crew, A Velha Capital, que faz a junção de vários grupos de Coimbra, ao invés de ficar na disputa sobre quem é melhor. No hip hop, hoje podemos dizer que Coimbra é unida.


Essas são ações que traduzem a união, paz e amor, que o hip hop representa. E também mostra que é uma cultura capaz de formar uma alternativa ao sistema opressor em que estamos inseridos. O rap consciente, espalhado internacionalmente, forma a união de lutas e nos faz pensar em uma outra globalização.


Obrigado a Samantha Muleca, Mestry Borges e G Fema por dividirem o palco!

Obrigado Consciência Negra pelo convite deste sábado!

Obrigado a todxs do bairro Jamaica pelo carinho!

Obrigado A Velha Capital por me aceitar como um dos membros!

Obrigado a todos os professores do hip hop pelos ensinamentos!

 

 

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