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“Anti Anti PT” e por uma educação emancipatória

March 18, 2016

 

Nunca votei no PT e também não pretendo. Todavia, o movimento “Anti PT” no Brasil tem me colocado em uma constante situação de espanto. Por isso, venho me manifestar como um “Anti Anti PT”.

A dupla negação não é um apoio ao partido do governo, mas sim um repúdio a política sem diálogo, feita a partir do ódio. Devemos levar em consideração o mínimo da noção do papel do cidadão, antes de discutir algum assunto de política. Entendo como fundamental para a cidadania, o ato de dialogar para construir novas concepções de política e de mundo.

 

Em um cenário onde é aceitável que a população não tenha grandes perspectivas com os políticos, não exijo sequer que se coloquem propostas na mesa. É válida a revolta e o ativismo, mas desde que o ideal seja pelo bem comum.

 

Critico a política econômica de Lula e Dilma Rousseff, que não combateu os grandes lucros dos bancos e das multinacionais. Entendo que é inaceitável a continuidade da corrupção. Critico a falta de atenção para uma educação emancipatória e a desatenção a democratização dos meios de comunicação.

É na verdade por falta de uma educação emancipatória que observamos uma leitura histórica muito falha. A população que deveria estar reivindicando pela ampliação dos bens sociais, segue uma direita raivosa, conservadora, que alimenta a política do ódio e das fobias.

 

 

Entendo que em um modelo de educação emancipatória não teríamos o investimento voltado quase que absolutamente para o tecnicismo, que é importante, mas volta-se sobretudo para um resultado material. Deve-se investir mais nas ciências humanas, para melhorar o senso crítico da população e termos um novo senso comum.

 

Com isso, certamente não teríamos tantos brasileiros acreditando que o país vive um momento de ditadura, sem fazer o mínimo de leitura histórica com um passado que é recente. Se não quer olhar para o nosso passado, leia um pouco sobre Angola e entenda o que é uma ditadura.

 

Com uma educação emancipatória, já teríamos o debate dos preconceitos, das políticas públicas, da cidadania, da cultura e da ética dentro da escola. Esqueceríamos gradualmente a política de resultados, modelo americanizado que torna os humanos cada vez mais semelhante a máquinas, que devem aumentar a produtividade e estão em constante disputa.

 

Com uma educação emancipatória, teríamos um entendimento maior da força que nos oprime e não gritaríamos pela legitimação da opressão ou pelo regresso de leis contra as liberdades. Não aceitaríamos a postura de criança mimada de Aécio Neves, que acostumado a ter tudo na mão, não soube perder um pleito democrático e se comporta como o menino que quer tomar a bola, para acabar o jogo. Pior ainda é o Bolsonaro, que representa ao contrário de democracia e solta um discurso de extremo conservadorismo e que não merece mais do que o nosso repúdio.

 

Me coloco como “Anti Anti PT” justamente para resistir a essa tentativa da elite retornar ao poder, apresentando um regresso para o Brasil e ainda mais demonizando todos os projetos de esquerda ou que simplesmente representem um ideal de “povo”.

 

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