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Enquanto houver Luatys, eu continuo acreditando no mundo

July 9, 2015

 

 

Racismo, opressão, injusta são temas que estão no dia-dia dos meus estudos. Eu, individualmente, passei muito pouco por isso. O máximo que me aconteceu foram piadas de péssimo gosto no Rio de Janeiro, por ser nordestino e em Portugal, por ser brasileiro.


Esses estudos que faço não são para benefício próprio, mas sim para que a minha passagem pelo mundo tenha algum significado para o comunitário.
 

Lutar pelo próximo parece um absurdo em um mundo onde vemos pessoas cada vez mais individualistas, como fruto do capitalismo.


Todavia, ainda há heróis que me inspiram e esses não estão só no passado. O angolano Luaty

 

Beirão é uma das mais inspirações.


Em Angola, ou você nasce próximo do poder ou você está destinado a pobreza. Luaty Beirão tinha tudo para ser mais um beneficiado do sistema. Ele é filho de uma pessoa muito próxima do presidente-ditador. O seu pai, João Beirão, presidia a Fundação José Eduardo dos Santos.


Luaty também teve as melhores oportunidades para estudar e viver na Europa. Ele poderia voltar diplomado e encontrar disponível algum dos melhores empregos, junto ao governo.


Ele preferiu sonhar junto com os angolanos por um mundo melhor. Luaty Beirão é rapper e ativista político, as suas letras denunciam o despotismo de José Eduardo, que está no poder desde 1979.
 

Ele realiza manifestações desde 2011, ao lado de um grupo de ativistas, que não tem uma nomenclatura definida, como movimento. Por conta disso, já foi preso e perseguido algumas vezes. A última dessas prisões, ocorrida no último dia 20 de junho, foi a mais absurda.


Luaty e outros 14 ativistas políticos foram presos enquanto analisavam e discutiam o livro “Da Ditadura a democracia – Uma abordagem conceptual para a libertação”. Depois disso, outros dois ativistas também foram presos por serem ligados ao grupo.


A alegação do governo é a mais absurda, de que era um planejamento para se tomar o poder por vias não democráticas. Esse discurso hipócrita vem de um presidente que não se elegeu por vias democráticas, participou de guerras, matou inimigos políticos e só aceitou eleições depois de muita pressão. São 36 anos no poder e apenas três eleições.


Por outro lado, os jovens estavam querendo o melhor para o seu país e estavam analisando como buscar uma revolução social, lendo e aprofundando o intelecto.


Luaty está em greve de fome na cadeia. Não aceita a repressão da polícia, assim como não aceitou em outras ocasiões. O presidente e a polícia angolana já tentaram frear Luaty oferecendo propina, através da violação, prendendo e armando prisões em Portugal. Nada foi possível para quebrar os ideais desse revolucionário, o Brigadeiro Mata Frakusz ou Ikonoklasta, como é conhecido nos palcos.

 

Esse Brigadeiro continua mantando os frakusz, que não tem ideal ou não conseguem viver em prol do ideal. Ele é forte e guerreiro, enquanto houver revolucionários como esses, eu continuo acreditando em um mundo melhor.

 

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