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Um sonho só se torna impossível quando não se acredita de verdade

June 15, 2015

Sonhar é preciso, lutar pelo sonho é mais necessário ainda. Desde que eu entrei no primeiro curso universitário, há nove anos, eu nunca lutei por bolsas de estudo, achava uma burocracia muito difícil para mim. Felizmente, sempre tive a família para continuar a arcar com as despesas para a conclusão de quatro cursos (duas graduações, um MBA e um mestrado), além do doutorado que está em curso.

 

 

Todavia, vivemos um momento de vacas magras, em que meu futuro era incerto. Sequer tivemos dinheiro para comprar um computador, quando o meu fora roubado há alguns meses. No entanto, eu ainda quero ter um longo caminho como investigador e, no momento que eu mais preciso, surgiu uma bolsa de estudos, que garante a continuidade desse sonho. Nunca parei de acreditar que algum solução e melhor momento não tria. Volto em alguns meses para Portugal, para seguir na minha carreira de investigador, agora com bolsa.
 

Na mesma semana em que recebo essa notícia, outra novidade me complementou. Eu sempre acreditei nos meus sonhos e fui atrás deles, mas eu nunca corri tantos riscos ao fazer isso com outra pessoa. Em dezembro de 2011, eu conheci de perto o talento e luta da atleta mossoroense Alice Melo. Nunca tinha visto tamanha disposição em uma pessoa tão jovem.  Em meio a atletas superpreparadas, ela foi terceiro lugar nas Olimpíadas Escolares, sem fazer um treinador especialista em ciclismo, sequer.

 

 

O brilho dos seus olhos mostravam que ela queria alçar voôs mais altos, mas os 16 anos de idade ainda era um empecilho. Sair de Mossoró era um risco para uma adolescente, mas eu me envolvi naquele sonho. Conversei com o técnico de Americana (SP), a principal equipe do país, que ficou entusiasmado com o potencial, quando soube que ela não tinha treinos específicos. Ao saber, ficou de conseguir uma oportunidade.


Depois do aval do técnico Renato Buck, veio outra parte. Convencer a Prefeitura de Mossoró de que ter uma atleta de alto nível era possível. Dentro da pasta de esporte, já teve gente que não achou isso necessário e que não deveríamos apostar nisso, iríamos “estragar” a menina mandando para São Paulo. Ainda assim, a passagem foi possível.


Depois, chegou a parte mais difícil. Em uma família de quatro membros, apenas o pai (ex-atleta que nunca teve uma oportunidade dessas) acreditava no sonho de Alice. Para a mãe e irmã, ela não iria conseguir morar longe da família e seria muito perigoso. Com muita palavra para convencimento e sem nenhuma certeza, eu fiz parte da equipe que convencemos a sua família a deixar Alice viver o sonho dela.


Agora, a atleta está convocada para os Jogos Pan-Americanos, que vão acontecer entre 10 e 26 de julho no Canadá. Parabéns Alice, cada vitória sua, eu comemoro como uma vitória minha.


Mais um exemplo: Recentemente, eu também conheci um investigador, que é simplesmente um gênio. Nascido em uma comunidade quilombola, no interior de São Paulo, Benjamim Paula hoje está no pós-doutoramento pela Universidade de Coimbra e está sendo bancado para passar quatro anos como investigador dos estudos negros. Trata-se de alguém que sofreu bastante, mas que teve que sonhar e lutar pelos seus sonhos para conquistar. É também um exemplo de alguém que começou as mudanças na sua vida, através do hip hop.

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