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Ensinamento da vida: Leve a frustração como a motivação diária

June 10, 2015

A frustração pode ser algo bastante positivo. Não são poucos os casos de pessoas que entraram para história e começaram isso, a partir de um sonho frustrado. Não estou afirmando que vou entrar para história, mas uma frustração também revolucionou minha vida.
 

O professor catedrático Boaventura de Sousa Santos, aquele quem eu considero o maior intelectual de Portugal e um dos maiores do mundo, me chamou para conversar em um jantar organizado por ele, após eu homenageá-lo com um rap. Nessa ocasião, aconteceu o que eu menos esperava: eu trouxe novidades para ele sobre um assunto que ele já estudou bastante: o hip hop.


Eu contei um pouco sobre a história do rap angolano e ele não sabia, até por isso eu desejo que seja meu primeiro artigo científico publicado em uma revista científica seja sobre esse tema. O rap significa muito para o povo  de Angola e o mundo ainda não sabe disso. Esse contato com Boaventura foi uma porta para novos projetos acadêmicos.


Todavia, inicialmente eu não soube ingerir bem a informação de que Boaventura tinha parado para me escutar. Daí, resolvi de imediato ser palestrante. Achava que o mundo agora deveria parar para me ouvir, porque eu tinha coisas interesses para falar.


Até fiz uma postagem no blog sobre essas palestras, algo que eu passei a acreditar, mas agora resolvi apagar porque é uma dúvida se ainda acredito nisso. Mudar de opinião não é algo ruim, é uma nova aprendizagem. Porém, como ainda é uma dúvida, vou deixar essa postagem no final desse texto.


Recentemente sofri com o roubo do meu computador e outros pequenos furtos , eu refletiam no entanto, que o meu maior patrimônio ninguém me roubaria: a minha inteligência. O fato de Boaventura ter parado para me ouvir, por si só, já era uma explicação, desde então.


Comuniquei aos meus amigos mais próximos que seria palestrante a partir de então e o meu amigo chileno Brian Willians foi o primeiro que se dispôs a ir para todas as palestras que eu fizesse. Desde o contato com Boaventura, eu passei a refletir sobre todas as coisas que aconteciam ao meu redor, até que aconteceu uma espécie de sonho real e eu vi o meu nome brilhando.


Imediatamente, eu parei meu amigo Brian Willians, em meio a um churrasco com amigos, para falar coisas "importantes". Em meio a uma frase confusa, a mensagem que eu queria transmitir para ele é que prestasse muita atenção no que eu ia falar, pois, segundo a minha visão naquele pensamento, nós estávamos conectados desde o meu nascimento, porque o meu sonho de ser palestrante começou a se realizar a partir dele, a primeira pessoa que se disponibilizou a ir para todas as minhas palestras.


Eu quis mostrar, para ele, que eu iria virar um grande palestrante e as pessoas teriam que um dia me ouvir e a missão dele era importante justamente por ter sido o primeiro a fazer isso. Por isso, iríamos escrever livros juntos e íamos ter uma parceria eterna.


Todavia, a missão dele nunca foi essa. Depois do contato com Boaventura, eu passei três dias sem dormir e sem descansar a mente. As coisas que eu falei nesses dias não tinha tanto sentido assim. Ele nem sequer lembrou o que falei no churrasco. Então, por isso, fiquei frustrado e fui parar no hospital, provavelmente com início de depressão.


A missão dele foi a que outro amigo, o professor Juan Hernández disse de imediato: frustração. Frustração para que? Frustração para mostrar que ainda não estou totalmente pronto e a grande finalidade do Boaventura ter parado para me ouvir foi para que eu pudesse refletir que posso estudar sobre coisas inéditas e importantes.


Dessa forma, criei esse site e todo dia acordo-me motivado para estudar assuntos que considero relevantes, para escrever tanto para o site, como para artigos científicos, que é o meu foco atualmente, pois estou no doutorado e ainda não tenho publicações.


Segue a postagem sobre a importância das palestras "Neo-griot", algo que provavelmente eu quis enganar-me acreditando nisso:

 

As palestras no estilo neo-griot

 

Os griots eram sábios que, no período da escravidão, traziam mensagens para os demais escravos. Independente dos locais e circunstâncias que acontecessem, os ouvintes paravam para ouvi-lo. Somando a isso, a pensamentos taoístas, socialistas e a missão do hip hop e da comunicação, eu acredito que uma das melhores formas de contribuição que posso dar ao mundo são com palestras sendo realizadas em locais de total desconstrução.

 

 

 

O básico para se ter uma palestra é um público interessado e o respeito a fala do palestrante, independente de quanto tempo ele necessite para completar o seu raciocício. Quem estar presente em uma palestra, quer ouvir o que palestrante tem a dizer. O tema eu considero apenas um guia e convite para isso.

 

Por isso, realizei minha primeira palestra, ao estilo griot, um dia após presenciar uma aula do professor Boaventura de Sousa Santos, com um jantar à noite. A palestra contou com a presença de apenas dois amigos, que entenderam a missão dada e ainda pôde comemorar o sucesso do encontro com cerveja.

 

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